
Aquele dia era totalmente atípico, crianças obedeciam ao primeiro chamado, tentavam não brigar entre si – coisa rara – e, sem que ninguém mandasse, às seis horas da tarde, estavam todos de banho tomado, cabelos penteados, arrumados com suas melhores roupas. Os maiores cuidavam dos menores ajudando a colocar a mesa da ceia, que naquela noite ficava muito bonita, decorada com a toalha de brocado branca, talheres, louças e copos de festa.
Assim que escurecia, o jantar era servido. Rezavam, como sempre faziam, antes das refeições. A comida de Natal era muito gostosa. Todos elogiavam, as crianças cuidavam para não deixar cair migalhas na toalha. Neste dia, o guaraná era liberado, podia-se beber o quanto bastasse para matar a sede, a gula. Mas não se poderia dizer que era uma refeição tranquila, os corações estavam aos pulos para saber como estaria enfeitado o pinheirinho, o presépio e quais seriam os presentes.
Acabada a saborosa e ansiosa refeição, as crianças maiores tomavam a frente para lavar a louça – os menores secavam. Só após é que receberiam os presentes – nunca se viu tanta criança com tanta vontade de lavar e secar louça, aquela tarefa se esgotava quase que em segundos.
Tudo limpo, tudo organizado, eis que chega o momento mais esperado do ano.
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Esta é uma época muito feliz! Gosto apesar de que, não mais pelo lado religioso da data, mas porque o natal realmente é uma época muito feliz na vida de uma criança e isso permaneceu comigo até hoje e acho que até sempre.
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