Sente aí meu irmão É uma coisa rara de ver O ano é bom, muito bom Estou feliz podes crer
A história de Dinorah você encontra em: DINORACOMAGANOFIM: Muito Prazer! Dinoracomagánofim.



Dinorah

Dinorah
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domingo, 18 de dezembro de 2011

BALANÇO

Uma porção de atividades, uma conexão horrorosamente morta-VIVO, compromissos, pouco tempo para escrever as muitas divagações, pouca paciência para internet, mas ao fazer o inevitável balanço de fim de ano, constato que este foi um ano totalmente fora do comum – de comum só as reclamações que não consegui emagrecer e que podia ter mais dinheiro – comuns, aliás, ao resto da humanidade.



Este ano vivi uma das mais incríveis experiências da minha vida. Fiz coisas que jamais imaginei, nestes meus 57 anos, que um dia iria fazer - e muito menos que iria ser tão feliz com toda esta função.



Confesso que a coisa que mais me dá prazer é conhecer gente. Descobrir que existem milhões de maneiras de viver - cada um tem um jeito, em cada momento, em cada lugar, que o normal pode ser diferente.



Aposentada, saí de uma capital no sul, vim morar em uma alegre cidadezinha no litoral do nordeste. Os costumes são outros, as festas são outras, a maneira de viver é outra, os valores são outros.



Foi neste lugar, tão diferente de tudo que conhecia que este ano fui professora de Artes e, devido à empolgação com a nova atividade, iniciei a faculdade de pedagogia.



Convivi com cerca de duzentas crianças. Nunca imaginei que pudesse gostar tanto destas criaturinhas irrequietas, falantes, brincalhonas, carinhosas – as daqui são muito carinhosas - inclusive os ogros e os gremlins - afinal, existem todo tipo de exemplares!





As colegas de faculdade, em sua maioria professoras de creches, mulheres simples, mães separadas que criam seus filhos, e os dos outros, com muito carinho, com muita dedicação.
Confirmei o lugar comum de que se recebe o que se dá. Termino este ano como não me lembro de ter terminado outro igual.




Por tudo isto, um brinde:






Tim! Tim! Muito obrigada por um ano tão especial!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Oi!

Sumidíssima!


Mortinha de saudades da vizinhança de blog. Louca para saber das novidades, sem tempo nem de fazer uma visitinha de médico, mas acho que esta semana consigo entrar nos eixos. Como vocês sabem, estou às voltas com as aulas de Artes e acabo por me envolver de tal forma que minha casa se transformou no local de ensaio de peça teatral, café da manhã com alunos que vem cedinho me visitar, outros vem à tarde. Acabo por “perder meu tempo” com pequenos adolescentes rodeados de tantos problemas que não acho justo não lhes dar um pouco de atenção. Aluno gay, aluno que não conhece o pai, família envolvida com drogas, menino criado por parentes, por não ter mais nem pai nem mãe – minha mãe fugiu e meu pai morreu. Enfim tanta coisa que na idade deles eu não sabia que existia, acabo por recebê-los e descuidando do que gosto tanto de fazer – mas existe coisa melhor do que ouvir crianças? Saber de seus sonhos, o que fazem, como vivem?


- Meu pai é pescador.


- Eu vendo queijo na praia.


- Eu faço “carrego” na feira. (carrega as compras em um carrinho de mão até a residência das pessoas).


- Eu venho todo dia de barco. Viajo uma hora para chegar à escola.


Daí que nas aulas eu brigo com eles, xingo porque não estão prestando atenção, que conversam o tempo inteiro, mas sou apaixonada por cada um – quanto mais medonho mais eu gosto.


Outro dia, uma segunda feira, 7:30 da manhã, ouvi Seu Zé, dizer que já estava abrindo o portão. Imediatamente a escola silenciosa até então foi invadida por uma algazarra, gritos, empurrões. Para espanto do meu marido, que é professor há muitas décadas, declarei que sempre que ouvia aquela algazarra derrubar o silêncio sentia como se o meu sangue corresse mais forte nas veias, que adorava aquela sensação. - o que não impede que saia meio zonza da aula.


- Você é louca! – declarou o velho professor.


- Certa eu sei que nunca fui! – peguei meus cadernos, e fui enfrentar as feras que no fundo são muito belas.


Sabe aquele ditado que diz: “Quando o discípulo está pronto o Mestre aparece?” – No meu caso são mais ou menos 280 Mestres!

sábado, 14 de maio de 2011

Helga e a visita de Comadre Blonde.

Fui visitar a Helga. A casa estava toda aberta. Gargalhadas vinham da cozinha onde uma loira, alta, magra, muito bronzeada, com um vestido amarelo bandeira, falava alto e gesticulava. As duas riam muito e nem notaram a minha chegada. Sobre a mesa, caixas, caixinhas, vidros, vidrinhos, potinhos de todas as cores. Helga examinava com atenção e perguntava sobre os remédios. Estava encantada com um que parecia um disco voador roxo e lilás.
- Comadre que coisa mais linda este roxinho! E este prateado!
A Comadre se exibia com uma imensidão de remédios, explicando suas indicações. A gorducha examinava cada um como se fosse uma relíquia, senti certo olhar de inveja. Foi quando ela levantou, foi até o armário e lá de cima retirou uma enorme caixa plástica cor de laranja.
- Os meus estão aqui! – falou isto e exibiu com orgulho uma montoeira de remédios. Imediatamente a comadre parou de rir e reclamou:
- Ah! Assim não vale! Você tem mais remédios por que está em casa, eu estou viajando, por isto só trouxe os “básicos”!
Foi quando elas me viram. Helga saltou da cadeira correndo ao meu encontro.
- Dinorah, você não imagina que surpresa maravilhosa! Esta é a Comadre Blonde, ela e o marido vieram me visitar! – virando-se para a comadre, fez as apresentações – Comadre esta é minha amiga Dinorah! Ela é uma pessoa muito legal, pena que é um pouco deprimida – a comadre não deixou a Helga continuar. Abraçou-me, falou um muito prazer apressado, deu dois beijinhos e emendou:
- Dinorah, o que é que você toma para depressão? – não deu tempo para resposta, ela pegou uma caixinha com um nome estranho – eu tomo este aqui, é muito bom, dá um pouco de arritmia, mas então, para passar a “tremura” tomo este outro, que me dá um pouco de sono, para não ter tanto sono, tomo este outro... – e assim a Comadre Blonde enfiava um remédio atrás do outro, aquilo parecia um trem sem fim. Notei que os olhinhos da Helga brilhavam a cada novo remédio, todos coloridos como se fossem jujubas.
- Comadre, – interrompeu a gorducha – este negócio de remédio já está ficando chato! – estaria a Helga com ciúmes? A comadre estava com um estoque onde só havia lançamentos e a concorrência estava ficando desleal, para deixá-la mais enciumada comentei:
- Helga, quanta novidade! Você com seu estoque de Cafiaspirina, Maravilha Curativa, Olina, Bromil, emplastro poroso Sabiá, está um pouco ultrapassa. – a Comadre deu uma gargalhada que pôs as da Helga no chinelo, até os vizinhos do outro quarteirão devem ter ouvido.
Mudaram o rumo da conversa. Começaram a trocar elogios.
- Helga como você era chique! Lembro de você desfilando na Sete. Você usava saltos imensos, cabelos escovados cheios de brilho e movimento, uns óculos de sol maravilhosos! – a gorducha ouvia aquilo e fazia um biquinho com a boca, revirava os olhinhos e dizia:
- Ora comadre, não era tanto assim... – fazia-se de rogada, como se não estivesse gostando, mas estava estufada de tão faceira. – Você é que era chique. Sempre cheia de jóias, relógios, pulseiras. Nossa comadre! Como você era dourada e brilhante! – agora era a vez da comadre dizer que a chique não era ela. Assim elas seguiam se elogiando. Quando uma parava de elogiar a outra cada qual se auto elogiava
Enquanto as duas se perdiam em elogios, saí de fininho, nenhuma notou e se notou, não chamou. Naquela hora, existiam só as duas no mundo, cercadas das lembranças que desentocavam da memória.
- Lembra do aniversário de 50 anos do Conde? Como você estava chique Helga!
- Eu não Comadre, você é que estava elegante e bronzeada, como sempre. Aliás, o colar que você estava usando era um arraso!
As duas carinhosamente recordavam um tempo que não se sabe que fim levou. Vez que outra indagavam se tudo aquilo realmente aconteceu? Teriam existido aquelas lembranças todas? Bem poderiam ser um sonho. Aquela conversa mais parecia um delírio causado por uma overdose de gargalhadas. Ou, o sonho seria aquele encontro?
Ai meu Deus! Onde estará o remédio para acordar?


(ps.: obrigada pela visita Comadre! Foi muito emocionante.)

domingo, 8 de maio de 2011

Obrigada!

Hoje senti saudades de um beijo de boa noite que cheirava a uma mistura de pasta de dente Colgate com cigarro Finesse.


O beijo de boa noite de minha mãe.

domingo, 1 de maio de 2011

Leidiqueiti



Quando de sua última visita, Hilda trouxe um “gaínho” de roseira. Plantei, reguei, dei amor e carinho. Na última sexta feira desabrochou a primeira rosinha. Em virtude da data tão especial, batizei-a de “Leidiqueiti”.



Como a natureza é inteligente! Aquele mísero galhinho, fininho, com uns 10 cm de comprimento, está se transformando em uma roseira e já deu sua primeira flor que ofereço à uma pessoa que admiro muito, há muito tempo, como profissional, mulher e, sobretudo pela força, coragem e generosidade com que enfrenta e partilha a vida. É para a Andrea, autora do mais divertido e inteligente blog que conheço - o Banheiro Feminino - http://banheirofeminino.com.br/ - e do cativante A Viúva Verde - http://aviuvaverde.wordpress.com/.
Obrigada Andrea.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Receita de Dona Cacilda

Recebi um email, daqueles que detesto "Fw Fw Fw Fw". Já estava deletando quando reparei que o remetente é uma pessoa que mal conheço, resolvi ver do que se tratava. Achei tão bonita a mensagem - talvez a humanidade inteira já a conheça, de qualquer forma resolvi compartilhá-la. Saliento que desconheço o autor, se alguém souber, por favor informe para que possa dar o crédito.
Um beijo a todos.
Dinorah

"Receita de Dona Cacilda



Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão, e hoje ela se mudou para uma casa de repouso. O marido, com quem ela viveu70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto.
Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela. Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho
- Ah, eu adoro essas cortinas...
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espere um pouco...






- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem...Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica...
Depois me pediu para anotar: como manter-se jovem:
1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso, a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.
2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo. (lembre-se disto se for um desses depressivos!)
3. Aprenda sempre: Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso. 'Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão. 'E o nome do Alemão é Alzheimer!
4. Aprecie mais as pequenas coisas
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!
6. Quando as lágrimas aparecerem Aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida, é DEUS e depois nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo.
7. Rodeie-se das coisas que ama: Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refugio.
8. Tome cuidado com a sua saúde: Se é boa, mantenha-a. Se é instável, melhore-a. Se não consegue melhorá-la, procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa
10. Diga às pessoas que as ama a cada oportunidade. E, se não mandar isto a pelo menos quatro pessoas - quem é que se importa? Serão apenas menos quatro pessoas que deixarão de sorrir ao ver uma mensagem sua. Mas se puder pelo menos partilhe com alguém!"

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O "causinho" da Sueli Bonita.

Suely era uma moça muito vistosa e bonita. Todos os rapazes queriam namorá-la. Era esguia, alta, morena, o cabelo era negro como a asa da graúna, tinha um porte de princesa. Caminhava com a cabeça erguida e olhar altivo.
Ao lado de Sueli, andava sempre uma mocinha magrela, feinha, de cabelos sem uma cor definida, branquela e meio manquitola. A mocinha dedicava sua vida a Sueli. O que Sueli precisasse a amiga estava ali para atendê-la. Desde alcançar um copo d’água ou ir até o armazém comprar grampos para a beldade fazer um coque. Levava as compras – Sueli não carregava sacolas, a amiga era a encarregada, não importando o peso das ditas.
A feiosinha achava o máximo ser amiga da bonitona. Sonhava com o dia em que Sueli dispensasse um de seus tantos pretendentes e, quem sabe, sobrasse um para ela.
Nunca ninguém soube o nome da mocinha feia, a vida inteira todos a chamavam de “A Amiga da Sueli Bonita”.

Quem contava este causinho era a Hebe, mãe de uma grande amiga em cuja casa ia passear nos verões.
Um dia chegamos à casa da Hebe, eu e sua filha. A Hebe que estava toda catita nos esperando, perguntou se queríamos um cafezinho, respondemos que sim e lá se foi ela preparar o café. Trouxe bolo, biscoitinhos, arrumou a mesa, contou causinhos e nos paparicou. A filha da Hebe perguntou se não tinha refrigerante.
- Tem sim! Já vou buscar – e lá se foi a prestimosa Hebe providenciar.
- Mãe, traz aquela revista que está em cima da cama.
Depois de uma montoeira de pedidos a Hebe se rebelou e deu um basta.
- O que é que vocês estão pensando? Que eu sou a Amiga da Sueli Bonita?
- E quem é a Sueli bonita? – perguntei. Foi então que ela contou um de seus causinhos – ela adorava contar causinhos. Os primeiros dez a gente ouvia e não reclamava, quando chegava no décimo primeiro suplicávamos:
- Chega Hebe!
– Pára mãe! Nós não aguentamos mais causinhos.
- Só mais um! Prometo que é o último. E lá ia a Hebe contando seus causinhos até que dormíssemos.
Hoje senti uma saudade muito grande daquele tempo, da Hebe e seus causinhos que ela já não conta mais, está com Alzheimer. Tomara que neste mundo em que hoje ela se encontra, esteja vivendo seus inúmeros causinhos, todos tão cheios de inteligência, humor e alegria.
Um beijo Hebe!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Por que eu?



Fui à praia levar uma rosa para a Mãe de todos os Orixás, a Rainha das Águas. O dia estava luminoso, céu azul, mar de águas mornas e cristalinas.
Foram muitos banhos de mar – vocês já notaram que na água ou em frente a um sorvete as pessoas sempre sorriem? – pois assim eu estava.
Olhando aquela paisagem, ouvindo o ruído do mar, dos coqueiros, dos passarinhos, em uma enseada minúscula, quase deserta, pensei:
- Meu Deus! O que foi que fiz para merecer tudo isto?


No mesmo instante, fui invadida por uma sensação tão maravilhosa que imaginei ser o que sentem os milionários. Logo, concluí que também era uma! E falei, não, não falei, gritei bem alto: - "Eu sou uma milionária!" - o marido, que dormia na cadeira ao lado levou um susto e perguntou o que era aquele escândalo, falei que havia acabado de descobrir que era milionária e o quanto isto é bom
Agradeci à Deus, ao Cosmo, aos Espíritos de Luz, ao meu Anjo da Guarda, à Mãe Natureza.


Ato contínuo comecei a revirar a alma a procura uma explicação. Por que eu, euzinha, seria merecedora de tanta felicidade?



Lembrei que, como todo mundo, comecei a trabalhar cedo. Trabalhava de dia, estudava a noite. Tive chefes bonzinhos, outros nem tanto – qualquer dia conto a história de um chefe cujo signo zodiacal era cavalo com ascendente em burro. Vivi momentos de perdas, de quase desespero. Amores muitos. Alguns resolvidos e outros nem tanto. Momentos em que estive gorda, outros um pouco menos. Auto-estima lá em cima, ou abaixo da cola do sapo. Com dinheiro ou totalmente sem nenhum. Em meio as crises, que foram muitas, sonhava em fugir, abandonar tudo, “virar hippie”. Ouvia Vinicius cantando “Tarde em Itapuã” e sentia o cheiro do mar e ouvia o “diz-que-diz-que” dos coqueirais. Este era o meu refúgio, o meu sonho. Jurava para mim mesma que um dia iria viver de brisa, sem dar satisfação a ninguém. Seria livre, viveria em um lugar em que o frio não congelasse os pés, nem o calor sufocasse. Em uma linda e ensolarada praia. Ou seja, eu sonhava com o paraíso – só faltava a maçã e a folha de parreira.

Passaram-se trinta anos - às vezes o pozinho de pirilimpimpim não tem efeito instantâneo - tem que sonhar por muitos e muitos dias até surtir efeito, mas não duvide!
O pozinho funciona!

Acabei por virar uma hippie da terceira idade, aposentada – by São INSS.


Vivo no lugar que sonhei, do jeito que sonhei.


Foi assim, escarafunchando a alma e a memória é que descobri, porque hoje sou milionária e vivo no paraíso.
Descobri que, se a gente acreditar que é possível, tiver fé e paciência, os sonhos acontecem.

Muito pozinho de pirilimpimpim pra todos!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Agradecimento ao Fernando.


O Fernando Imaregna, além do blog Irmão das Estrelas - http://imaregna.blogspot.com/ possui um estoque imenso de generosidade. Publicou um texto - “Frustração” – aquele em que relato o sentimento de um assalto não consumado.


É a primeira vez que recebo tão alta condecoração. Estou num exibimento que só vendo. Feliz por ter um texto publicado em outro blog e, talvez, mais feliz ainda por saber que há pessoas com um coração tão lindo e generoso como o seu, Fernando.


Muito obrigada!