Sente aí meu irmão É uma coisa rara de ver O ano é bom, muito bom Estou feliz podes crer
A história de Dinorah você encontra em: DINORACOMAGANOFIM: Muito Prazer! Dinoracomagánofim.



Dinorah

Dinorah

terça-feira, 3 de maio de 2011

Orgasmo múltiplo de professora

Não gosto de filmes de guerra, escravos, prisão, tortura, holocausto, idade média e seus cavaleiros em luta. Enfim, não gosto de ver sofrimento, nem em filme, mas esta semana está sendo a minha redenção. Somente hoje, na Semana de Provas é que descobri que tenho um lado sádico.
Sabe aquela aluna que azucrinou aulas inteiras, debochando, brincando, gritando, pintando os canecos enquanto tudo que pedia era que prestasse atenção, que colaborasse na confecção das “Regrinhas de Convivência”? Pois chegou o dia de comê-la fria – a vingança! Visto meu uniforme invisível de Capitão Nascimento* e determino:
- Todos sentados em fila! - Nas cadeiras da frente coloco os mais medonhos. Misturo os grupinhos. Estabeleço a distância regulamentar. Peço silêncio. Alguns poucos ainda teimam em papagaiar, dou mais uma chamada firme:
– Silêncio! Vou distribuir as provas. – Inacreditável! Estou ouvindo minha própria voz! Pensei que jamais fosse viver este momento!
Vejo que alguns do bando da baderna estão preocupados. Viram a prova de um lado para outro, como se fritassem um hamburger. Coçam a cabeça, olham para o teto – estaria a resposta pendurada em alguma fluorescente? Bem baixinho, tão educado quanto um lord inglês, o chefe do bando me chama:
- Professora esta palavra está certa? Eu só conheço com esse – leio a palavra –

Dignifica.
- A palavra está certa!
- O que é isto?
- Não sei! Esqueci!
Em seguida é a vez da Princesa Dissimulada.
– Professora o que é benéfico?
- Não sei! Esqueci!
Não sento nem por um minuto. Caminho em meio às cadeiras. Paro bem devagarzinho nas costas de algum colador que, ao se virar para pedir cola ao colega, dá de cara comigo. Seguro a baba. Sinto um prazer que nem um orgasmo múltiplo me daria. Sou a danação em pele de gente. Estou realizada!Descobri meu lado sádico!


Pena que dure só uma semana. Na outra, serão duzentos e cinquenta e dois sádicos contra uma masoquista, por um bimestre inteiro, até a próxima “Semana de Provas”.
*confesso que não assisti ao filme, mas nas chamadas dava para ver que ele era durão.

domingo, 1 de maio de 2011

Leidiqueiti



Quando de sua última visita, Hilda trouxe um “gaínho” de roseira. Plantei, reguei, dei amor e carinho. Na última sexta feira desabrochou a primeira rosinha. Em virtude da data tão especial, batizei-a de “Leidiqueiti”.



Como a natureza é inteligente! Aquele mísero galhinho, fininho, com uns 10 cm de comprimento, está se transformando em uma roseira e já deu sua primeira flor que ofereço à uma pessoa que admiro muito, há muito tempo, como profissional, mulher e, sobretudo pela força, coragem e generosidade com que enfrenta e partilha a vida. É para a Andrea, autora do mais divertido e inteligente blog que conheço - o Banheiro Feminino - http://banheirofeminino.com.br/ - e do cativante A Viúva Verde - http://aviuvaverde.wordpress.com/.
Obrigada Andrea.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Receita de Dona Cacilda

Recebi um email, daqueles que detesto "Fw Fw Fw Fw". Já estava deletando quando reparei que o remetente é uma pessoa que mal conheço, resolvi ver do que se tratava. Achei tão bonita a mensagem - talvez a humanidade inteira já a conheça, de qualquer forma resolvi compartilhá-la. Saliento que desconheço o autor, se alguém souber, por favor informe para que possa dar o crédito.
Um beijo a todos.
Dinorah

"Receita de Dona Cacilda



Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão, e hoje ela se mudou para uma casa de repouso. O marido, com quem ela viveu70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto.
Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela. Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho
- Ah, eu adoro essas cortinas...
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espere um pouco...






- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem...Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica...
Depois me pediu para anotar: como manter-se jovem:
1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso, a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.
2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo. (lembre-se disto se for um desses depressivos!)
3. Aprenda sempre: Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso. 'Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão. 'E o nome do Alemão é Alzheimer!
4. Aprecie mais as pequenas coisas
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!
6. Quando as lágrimas aparecerem Aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida, é DEUS e depois nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo.
7. Rodeie-se das coisas que ama: Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refugio.
8. Tome cuidado com a sua saúde: Se é boa, mantenha-a. Se é instável, melhore-a. Se não consegue melhorá-la, procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa
10. Diga às pessoas que as ama a cada oportunidade. E, se não mandar isto a pelo menos quatro pessoas - quem é que se importa? Serão apenas menos quatro pessoas que deixarão de sorrir ao ver uma mensagem sua. Mas se puder pelo menos partilhe com alguém!"

sábado, 23 de abril de 2011

Páscoa com torta alemã.

Com muita dificuldade, levanto do sofá e vou capengando atender ao telefone.
- Alô?
- Dinoraaah! Por que você demorou tanto para atender ao telefone? Estava dormindo?
- Não, é que ontem estava cuidando do jardim e caí. Escorreguei no pátio e estou toda escalavrada e renga. O Alberico tentou me levantar, mas você sabe, ele também já não está muito em forma e não conseguia... – ela não me deixa concluir.
- Meu Deus! Você está jogada no jardim desde ontem???!!! Estou indo aí para lhe juntar!
A criatura é doida mesmo. Se estive caída no jardim como é estaria atendendo ao telefone? Não demorou muito e o estrupício surgiu, pensei estar tendo uma alucinação. A criatura estava com umas imensas orelhas de coelho na cabeça e uns bigodes enormes desenhados na cara.
- Feliz Páscoa Dinorah! Trouxe uma garrafa de vinho e um ovo de páscoa que o coelho deixou para você. Como é que você está? Já está no sofá é? – Olha para minhas pernas, uma toda cheia de mercúrio e a outra, esticada sobre almofadas, quer saber o que houve.
- Pois é Helga, foi como lhe contei, escorreguei, uma perna foi para um lado e a outra para o outro. Aliás, não lembro quando foi a última vez que consegui abrir as pernas tanto assim. Gargalhamos juntas. Digo que estou toda torta e dolorida. A gorducha, que é muito carinhosa, demonstra preocupação, quer ajudar, falo que está tudo bem. Ela diz que vai buscar um copo d’água e some. Volta com a garrafa de vinho aberta e dois copos.
- Velha Dinorah! Vamos comemorar que seus ossos estão bem, que não foi desta vez que a osteoporose lhe pegou – serve um cálice e quando vai servir o outro digo que não posso beber.
- Helga, não posso beber, estou tomando anti-inflamatório.
- Eu não estou tomando nada então não tem problema. – e já entorna um gole – À sua saúde Véia! – descansa o copo e descasca o ovão de chocolate, tira uma lascona que enfia na boca.
- Helga me dá um pedaço! Chocolate eu posso comer! – ela me alcança um caquinho e volta a colocar o ovo trucidado em seu colo e assim passa a tarde. Falando, bebendo, falando e comendo.
- Dinorah, que pena que você não pode beber. Este vinho está uma delícia! – enche mais um cálice, já está meio grogue, e vejo que a garrafa já está no fim.
A criatura comeu todo o ovo que “o coelho deixou para mim” e também bebeu todo o vinho. Está bêbada. Já chorou imaginando como seria horrível se algo de “pior” tivesse acontecido comigo – isto é, se eu tivesse morrido. Ela é dramática, mas acho que também se faz de sonsa, assim não brigo com ela por ter comido todo o chocolate. Esfrega os olhos e os “bigodes” de coelho viram um borrão só. As orelhas ainda estão no lugar. Levanta-se cambaleando, diz que já vai, sinto que não vai dar boa coisa.
- Helga, espera que vou pedir para o Alberico lhe levar, pois do jeito que você está vai acabar caindo também.
A gorducha dá uma gargalhada e diz:
- Não tem problema, se cair e ficar toda torta o Adolfo poderá comer uma “torta alemã”, ou será um "alemã torta"?
A gorducha vai embora. Fico observando a silhueta daquele coelho gordo passar pelo portão onde deixa as orelhas enganchadas.
- Helga! As orelhas! – grito para ela.
- Deixa pra lá! Melhor perder as orelhas do que o rumo! – responde sem se virar, segue em frente cambaleante e, ainda sem se virar, grita – Feliz Páscoa Dinorah!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Lei Dinorah!

LEI DINORAH DA MARAMBAIA


Aos domigos, todo o cidadão deverá permanecer em sua casa, ficando proibida a visitação à casa de outro cidadão, a menos que tenha sido convidado.


Ninguém poderá aparecer de surpresa na casa de outra pessoa sob pena de ser visitado o dobro de vezes, com o dobro de pessoas, pelo dobro do tempo - isto se a pessoa visitada tiver saco para retribuir visitas.


Aos domingos, as pessoas que não tiverem o que fazer em suas casas deverão dirigir-se às praias, parques, cinemas, shoppings, etc.


Quem tem bichinho de estimação só poderá levá-lo de acompanhante na casa de quem também tiver bichinho de estimação.


Caso reste alguma dúvida, favor lembrar que até Deus, no 7º dia DESCANSOU!

Foi para isto que Ele inventou o domingo. Para todos descansarem e não só para o descanso das visitas!


Amém!


Marambaia, 20 de abril de 2011.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Desculpem a ignorância.

Dúvida 1
Desculpem minha ignorância – deve ser do tamanho do mundo, tenham dó de mim - mas alguém poderia me explicar o que faz uma pessoa ter vontade de assistir a encenação do calvário, a morte de Jesus Cristo? – não gosto nem de ver a propaganda. Ta eu sei, rende uma grana felomenal, como diria aquele personagem do Zé Wilker, mas eu ainda prefiro comer chocolate em Gramado. Talvez seja isto: a Paixão de Cristo não engorda!

Dúvida 2
Por que produtos tão famosos como os da Unilever tem umas propagandas tão bobocas e presumo caras como aquela da mulher que se joga de um andar lá de cima para entrar num vestido sem o manchar com o desodorante? Ou ainda aquela em que a Camila Pitanga corre, corre, corre...

Dúvida 3
Quem são aqueles homens azuis da Tim? – acho que nunca teria uma operadora com uns heróis tão feios e sem graça.

Dúvida 4
Será que não tenho mais nada para fazer?

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O mau humor de Helga.

Ainda estava muito mau humorada com a última sacanagem da Helga – aquela em que ela me fez fumar matinho com orégano dizendo que era maconha - “da lata”. Encontrei-a no mercado, estava esquisita, cabeça baixa, calada, não conversava com nenhum atendente ou cliente, não sorria. Fiquei preocupada.

- Olá Helga! Tudo bom? – pergunto meio sem graça.

- Tudo. – E foi só. A gorducha não falou mais nada, continuava a colocar alguns tomates na sacola, junto com abobrinhas e outras frutas e verduras.

- O que foi Helga? Você tem certeza de que está bem? – insisti.

- Mais ou menos.

- O que foi, brigou com o Adolfo?

- Que Adolfo que nada! – exclamou irritada, não sabia se a irritação era com o pobre Adolfo ou comigo.

- Mas então o que é? O que é que está acontecendo?

- Ah Dinorah! Que saco! Será que não tenho o direito de ficar ruim um dia na vida? Não tenho o direito de sentir uma dor de cabeça, uma sensação de febre, umas dores migratórias pelo corpo?

- Nossa Helga! Você está tão mal assim?

- To! Já tomei um buscopan – que é para as dores da cintura para baixo e um beserol que é para as dores da cintura para cima, mas continuo sentindo tudo igual. Helga é hipocondríaca, adora tomar um comprimido, ”salivo só de olhar para um botão de camisa, pensando que é aspirina” conforme aprendeu com uma amiga, famosa gourmet. Ela tem umas companhias que ajudam a aumentar o estoque de remédios e sintomas – Comadre Blonde, Suely e ela sofrem de “sensação de febre” sem ter febre alguma, são os únicos casos que conheço. Elas também têm dores migratórias. Ora a dor está num braço, ora na perna, ora nas costas e assim a dor vai de um lado para outro, “migrando” por todo o corpo. Ela e a Comadre Blonde, sempre que se encontram discutem os últimos lançamentos farmacêuticos. A comadre vive na cidade grande, tem mais acesso a droga legal então manda cartas contando dos lançamentos. Helga imediatamente sai às catas do remédio novo. Imagine se ela vai perder para a comadre! Não ter o último lançamento seria uma humilhação! Vai daqui, vai dali, ajudo a gorducha com as compras, convido para conversarmos num café novo que abriu na cidade. Sem muito ânimo e com total ausência de bom humor a criatura concorda. Peço um refrigerante e uma fatia de torta de chocolate. Ouço o pedido da minha amiga:

- Para mim uma água mineral sem gás... – fala aquilo como se estivesse morrendo, mal ouço a voz, não fosse o peso de seu mau humor diria que não havia ninguém comigo.

- Água mineral Helga?!

- É! Por quê? Não posso ser uma pessoa saudável? Parar de comer este monte de porcarias? Coisas que só fazem mal para o organismo e deixam a gente cada vez mais gorda? Que saco! Agora você vai fiscalizar o que como, o que bebo? – a gorducha me xinga muito, está furiosa. Não sei mais o que fazer, pergunto sobre as dores, sei que ela adora este papo de dor x remédio.

- Onde é que está doendo Helga? Posso ajudar? Talvez uma massagem?

Helga abre um berreiro em pleno café, assim como gargalha alto, também chora bem alto. Fico em pânico. O que pensarão os outros? Pensarão que bati na criatura. Continuo insistindo para que ela fale, que diga o que está acontecendo. Por fim ela capitula e confessa.

- Dinorah, eu não estou aguentando mais! Não consigo nem pensar que dói! Entra em desespero e chora outra vez.

- Helga, pelo amor de Deus! O que é que está acontecendo? Vou levá-la ao hospital. Você está mal!

- Não precisa! Não é nada. É que há duas horas decidi fazer regime. Desde então comecei a passar mal. Estou me sentindo mal, com dores, depressão, desespero, raiva, ódio! – fala bem alto, quase gritando e por fim dá um berro – Quero morrer!!!

Desta vez quem dá a gargalhada sou eu.

- Por favor! Uma fatia de torta de chocolate e uma coca zero! – Empurro o prato para frente da minha amiga, que seca as lágrimas que lhe escorrem pelo rosto vermelho de tanto chorar. Entre soluços, espeta o garfo no bolo, saca um enorme pedaço de massa envolta em abundante camada de calda, enfia de uma só vez na boca. Come todo o bolo calada, catando todas as migalhinhas. Diz que o bolo está com um gosto diferente, mas se auto consola alegando que deve ser o tempo que passou sem comer chocolate – umas 4 horas, quem sabe.

- Querida! – fala, gentilmente, dirigindo-se a atendente - Por favor, consegue mais um pedaço! – da um suspiro, e com um sorriso nos lábios declara – Dinorah minha linda! Não há remédio que cure minha depressão, mau humor, dor nas costas, unha encravada, dor de cotovelo, como um bom pedaço de bolo de chocolate! Bendito cacau, bendito açúcar! Só eles para me causarem esta sensação de bem estar! A gorducha está feliz! Rindo a toa. Agora acho que chegou a vez da minha vingança:


- Helga, você tem certeza que está bem? Feliz?

- Estou! Estou de bem com a vida. Graças ao Doce!

Pego minha bolsa, pago a conta, deixo a gorducha se entupindo de bolo de chocolate.

- Tchau Helga! Fico feliz por você ter gostado deste novo café. Aqui só servem doces diet, a base de aspartame!

Saio rápido. Quando alcanço a porta um tomate passa de raspão por minha orelha e uma abobrinha cruza o céu sobre minha cabeça.

- Dinorah sua vaca! Você me paga!